domingo, 2 de agosto de 2026

Bem-vindo Agosto!




Agosto chegou: um convite para reorganizar a vida 

e abrir novos caminhos!

Agosto chega trazendo a sensação de que o ano já avançou bastante, mas ainda existe tempo para rever escolhas, reorganizar planos e retomar aquilo que foi deixado de lado.

Nem todos os meses começam com respostas claras. Às vezes, o novo ciclo chega apenas com uma inquietação, uma vontade de mudar alguma coisa ou a percepção de que já não podemos continuar vivendo exatamente da mesma maneira.

Agosto pode ser um convite para observar com mais honestidade o que estamos carregando. Algumas coisas ainda fazem sentido e precisam ser fortalecidas. Outras já cumpriram sua função e talvez precisem ser encerradas, transformadas ou simplesmente deixadas para trás.

É um bom momento para perguntar:

O que ainda merece minha energia?

Muitas vezes, continuamos alimentando situações, pensamentos e relações apenas porque nos acostumamos com eles. Gastamos força tentando sustentar aquilo que não cresce, não floresce e não nos devolve vida.

Isso não significa abandonar tudo diante da primeira dificuldade. Significa aprender a distinguir aquilo que precisa de dedicação daquilo que apenas nos mantém presas ao medo, à culpa ou ao passado.

Agosto também nos lembra da importância de respeitar o próprio tempo. Nem toda mudança precisa acontecer de maneira rápida. Existem decisões que amadurecem em silêncio, caminhos que começam com pequenos passos e transformações que primeiro acontecem dentro de nós.

Talvez você ainda não saiba exatamente para onde está indo. Mas pode começar reconhecendo o que não deseja mais repetir.

Pode escolher cuidar melhor do corpo, estabelecer um limite, retomar um projeto, organizar a casa, descansar sem culpa ou ter uma conversa que vem sendo adiada.

Pequenas escolhas também modificam o rumo da vida.

Não precisamos começar agosto com grandes promessas. Podemos entrar neste mês com presença, responsabilidade e disposição para ouvir aquilo que nossa alma, nossas emoções e nosso corpo vêm tentando dizer.

Que agosto nos traga firmeza para continuar, coragem para mudar e sabedoria para não insistir no que já perdeu o sentido.

Que possamos acolher nossas dúvidas sem permitir que elas nos paralisem.

Que cada uma de nós encontre uma forma possível de se aproximar novamente daquilo que traz verdade, equilíbrio e vitalidade.

Um pequeno ritual para a chegada de agosto

Escolha alguns minutos de silêncio. Acenda uma vela branca, respire profundamente e pense em três aspectos da sua vida:

O que desejo fortalecer?
O que preciso reorganizar?
O que já posso deixar partir?

Depois, escreva uma intenção simples para o mês. Não precisa ser uma grande meta. Pode ser uma decisão possível e verdadeira.

Uma sugestão:

Em agosto, escolho direcionar minha energia para aquilo que fortalece minha vida, respeita meus limites e me aproxima de quem realmente sou.

Que agosto seja um mês de escolhas conscientes, caminhos mais claros e transformações construídas com calma.

Bem-vindo, agosto!

🌿 Com carinho,

Vivências Transformadoras.

Terapeuta Integrativa & Taróloga

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sábado, 1 de agosto de 2026

Os Oito Vestidos Dior: resenha de um romance entre segredos e alta-costura!






Quando um vestido guarda segredos capazes de mudar uma vida!

Já imaginou receber da sua avó um pedido aparentemente simples e descobrir que, por trás dele, existe uma história escondida há décadas?

É assim que começa Os Oito Vestidos Dior, romance da jornalista e escritora Jade Beer. O que parece ser apenas a missão de encontrar um vestido em Paris logo se transforma em uma viagem marcada por segredos familiares, amores impossíveis, escolhas dolorosas e pela ligação entre duas mulheres separadas pelo tempo.

Lucille vive em Londres, em 2017, e possui uma relação muito próxima com a avó, Sylvie. Quando ela lhe pede que viaje até Paris para recuperar um vestido Dior de valor inestimável, Lucille aceita sem imaginar o que encontrará.

A busca pela peça conduz a jovem até uma história iniciada na Paris de 1952, em plena época de ouro da alta-costura francesa. É nesse cenário elegante e encantador que conhecemos Alice Ainsley, esposa do embaixador britânico na França.

Aparentemente, Alice possui a vida que muitas mulheres poderiam desejar: circula entre recepções luxuosas, usa joias, participa de banquetes e veste criações deslumbrantes. No entanto, por trás da beleza, da riqueza e das aparências, existe uma mulher solitária, presa a um casamento infeliz e desejando algo muito mais simples e profundo: ser verdadeiramente amada.

A história passa a caminhar entre essas duas épocas. De um lado, Lucille tenta compreender o pedido da avó e descobrir por que aquele vestido é tão importante. Do outro, acompanhamos Alice em uma sociedade na qual a vida das mulheres era frequentemente determinada pelas convenções, pela posição social e pela necessidade de preservar as aparências.

Aos poucos, cada descoberta aproxima passado e presente. Os vestidos deixam de ser apenas peças de alta-costura e passam a guardar lembranças, decisões, afetos e dores. São como testemunhas silenciosas de uma história que permaneceu escondida durante muitos anos.

E é justamente isso que torna o livro tão envolvente. Os Oito Vestidos Dior não é apenas um romance sobre moda ou sobre um amor proibido. É uma história sobre mulheres que precisaram esconder partes de si para corresponder ao que a sociedade esperava delas.

Alice representa muitas mulheres que viveram cercadas de conforto, mas sem liberdade. Mulheres que tinham uma imagem perfeita diante dos outros, enquanto seus desejos, sonhos e sentimentos permaneciam silenciados.

Sua relação com Marianne, a governanta, também mostra a importância da amizade feminina. Em meio às limitações e aos conflitos, essa amizade oferece acolhimento, lealdade e apoio. É uma lembrança de que, muitas vezes, são outras mulheres que nos ajudam a encontrar coragem para enfrentar aquilo que sozinhas não conseguiríamos.

O livro também fala sobre os segredos que as famílias carregam. Alguns são escondidos para proteger alguém; outros, por medo, vergonha ou arrependimento. Mas o passado quase sempre encontra uma maneira de voltar. Às vezes, ele retorna por meio de uma fotografia, de uma carta, de uma lembrança ou, como nesta história, de um vestido.

Outro tema importante é o perdão. Não aquele perdão que apaga o que aconteceu ou transforma a dor em algo pequeno, mas o perdão que permite seguir adiante. A narrativa mostra que perdoar não significa concordar com o que foi feito. Significa deixar de carregar, para sempre, um peso que impede a vida de continuar.

A Paris dos anos 1950 também ocupa um lugar especial na história. Os salões, os tecidos, os vestidos e o universo de Christian Dior criam uma atmosfera elegante e cheia de detalhes. A moda não aparece apenas como decoração. Ela ajuda a revelar quem eram aquelas mulheres, o que precisavam esconder e como desejavam ser vistas.

Um vestido pode representar beleza, status e admiração, mas também pode funcionar como uma espécie de armadura. Por trás de uma aparência impecável, pode existir uma mulher insegura, triste ou aprisionada.

A escrita de Jade Beer conduz a leitura com leveza, mesmo quando trata de temas delicados. A alternância entre passado e presente mantém a curiosidade e faz com que cada revelação ganhe mais força. É o tipo de livro que desperta a vontade de continuar lendo para entender como as histórias se conectam e o que realmente aconteceu.

Ao terminar a leitura, permanecem algumas perguntas. Quantas decisões tomamos apenas para preservar as aparências? Quantas partes de nós deixamos de viver por medo do julgamento? E quantas vezes seguimos o caminho esperado pelos outros, mesmo sabendo que desejávamos algo diferente?

Uma das reflexões mais fortes do livro está na ideia de que talvez devêssemos arriscar mais, aceitar a possibilidade de errar e ter coragem de fazer aquilo que realmente desejamos. Nem sempre é possível mudar o passado, mas compreender as escolhas feitas por outras mulheres pode nos ajudar a olhar com mais consciência para as nossas.

Os Oito Vestidos Dior é uma leitura indicada para quem gosta de histórias que misturam romance, mistério, segredos de família, moda e personagens femininas complexas. É um livro sobre amor, mas também sobre coragem, amizade, liberdade e as marcas que uma geração deixa na seguinte.

Mais do que acompanhar a busca por um vestido, somos convidadas a observar as histórias que permanecem costuradas em nossas próprias famílias. Histórias de mulheres que amaram, sofreram, renunciaram, resistiram e, muitas vezes, fizeram o melhor que podiam dentro das possibilidades que tinham.

Talvez seja por isso que o livro permaneça na memória depois da última página. Ele nos lembra que objetos podem guardar muito mais do que valor material. Um vestido pode conservar o perfume de uma época, o silêncio de um segredo e a lembrança de uma mulher que desejou viver de maneira diferente.

E você, já leu Os Oito Vestidos Dior? Entre todos os segredos e vestidos da história, qual deles mais despertaria a sua curiosidade?

Os Oito Vestidos Dior, de Jade Beer, tem tradução de Cássia Zanon, foi publicado no Brasil pela Editora Intrínseca e possui 416 páginas.

🌿 Com carinho,

Vivências Transformadoras.

Terapeuta Integrativa & Taróloga

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domingo, 26 de julho de 2026

Dia dos Avós! 26 de Julho!

 



O Abraço que Acolhe, a História que Inspira: a Magia dos Avós!

Existe um amor que nem sempre cabe em palavras, mas que pode ser reconhecido em pequenos gestos: no aperto de mão, no abraço demorado, no cheiro do café passado na hora, nas histórias repetidas com carinho e na sabedoria de quem já percorreu muitos caminhos.

Esse amor tem nome: avô e avó.

No Dia dos Avós, celebramos muito mais do que uma data. Celebramos as raízes da família, a memória afetiva que atravessa gerações e as pessoas que ajudaram a construir parte importante de quem somos.

Os avós representam a ligação entre o passado e o presente. Guardam lembranças, costumes, receitas, ensinamentos e histórias que talvez não estejam registradas em livros, mas permanecem vivas na família. Por meio deles, conhecemos nossas origens e aprendemos que cada geração deixa marcas na seguinte.

Quantas vezes encontramos no colo dos avós o conforto que precisávamos? Quantas vezes uma palavra simples trouxe clareza para uma dúvida que parecia difícil demais? Eles têm uma forma especial de acolher: escutam com paciência, aconselham sem pressa e oferecem segurança apenas com sua presença.

Os avós também possuem o dom de transformar momentos comuns em lembranças inesquecíveis. Uma tarde em casa pode se tornar um encontro cheio de risadas. Um passeio no jardim pode virar uma aventura. Uma receita feita em conjunto pode guardar sabores que serão lembrados por toda a vida.

Com eles, aprendemos que a felicidade nem sempre está nas grandes conquistas. Muitas vezes, ela está no tempo compartilhado, nas conversas sem horário para terminar, nas fotografias antigas, nas brincadeiras e nos gestos de cuidado.

Mais do que cuidadores, os avós são guardiões da infância, contadores de histórias e mestres da paciência. Em um mundo marcado pela pressa, eles nos lembram da importância de desacelerar, observar, ouvir e valorizar quem está ao nosso lado.

Suas rugas não representam apenas a passagem do tempo. Elas carregam histórias de desafios, escolhas, perdas, recomeços e conquistas. Em seus olhos, existe a experiência de quem já viveu muito, mas ainda consegue se emocionar com as pequenas alegrias do presente.

Ser avô ou avó também é viver um novo tipo de amor: um amor que acolhe sem exigir, orienta sem controlar e cuida sem medir esforços. É ser presença, referência e abrigo. É construir uma casa emocional para onde filhos e netos sabem que podem voltar quando precisarem de carinho, conselho ou simplesmente companhia.

Neste Dia dos Avós, mais do que oferecer presentes, podemos oferecer aquilo que realmente importa: tempo, atenção, escuta e afeto. Podemos perguntar sobre suas histórias, rever fotografias, preparar uma refeição juntos ou simplesmente permanecer ao lado deles.

Porque o maior presente para quem passou a vida cuidando é sentir que continua sendo lembrado, valorizado e amado.

Feliz Dia dos Avós!

Que a vida lhes devolva, em forma de carinho, presença e gratidão, todo o amor que plantaram em nossas famílias e em nossos corações.

🌿 Com carinho,

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sábado, 18 de julho de 2026

Mulheres Que Correm Com os Lobos: Baubo e as Deusas Sujas!





Uma reflexão sobre corpo, riso e cura da mulher selvagem!

Existe uma parte da mulher que nem sempre foi bem recebida pelo mundo.

Uma parte viva, sensorial, espontânea, instintiva, alegre, sensual, criativa e profunda.

Uma parte que sente com o corpo, que percebe com a pele, que se emociona com a beleza, que se move em ciclos, que precisa de silêncio em alguns momentos e de expansão em outros.

Essa parte da mulher muitas vezes foi chamada de exagerada, inadequada, intensa demais, livre demais, sensual demais ou até “suja”.

Mas será que tudo aquilo que foi chamado de “sujo” em nós era realmente errado?

Ou será que ali existia uma força feminina antiga, sagrada e viva que simplesmente não coube nas regras do mundo?

É a partir dessa reflexão que nasce a imagem das Deusas Sujas.

O que são as Deusas Sujas?

A expressão pode causar estranhamento no primeiro momento. Mas aqui, “sujo” não tem o sentido de vulgaridade, falta de valor ou degradação.

“Sujo”, nesse contexto simbólico, está mais próximo da terra fértil.

Da lama.

Do húmus.

Da matéria escura e profunda de onde a vida nasce.

As Deusas Sujas representam aquilo que foi soterrado na mulher: o prazer, o riso, o corpo, a sensualidade, a menstruação, a fertilidade, a menopausa, o desejo, a espontaneidade e a sabedoria instintiva.

Elas falam das partes femininas que foram empurradas para baixo do pano porque incomodavam a ordem, a moral, a rigidez e o controle.

Psicologicamente, podemos olhar para essas deusas como símbolos das partes rejeitadas da mulher. Partes que foram julgadas, escondidas ou reprimidas, mas que continuam carregando vida, força e potência de cura.

Baubo: a deusa do ventre

Entre essas figuras, Baubo aparece como uma presença muito especial.

Ela é conhecida como uma deusa ligada ao ventre, ao riso, à obscenidade sagrada e à irreverência feminina.

Mas é importante entender: Baubo não representa vulgaridade. Ela representa uma sabedoria que não vem apenas da cabeça, da razão ou das regras. Ela vem do corpo. Vem do ventre. Vem da parte profunda da mulher que sente antes de explicar.

Baubo nos lembra que o corpo feminino também tem voz.

Que o ventre também sabe.

Que o riso também cura.

Que a mulher não precisa negar seu corpo para ser espiritual.

Quando o texto fala de uma mulher que “fala do meio das pernas”, a imagem pode parecer forte. Mas simbolicamente ela aponta para algo muito profundo: existe uma verdade no corpo feminino que, por muito tempo, foi silenciada.

Uma verdade que fala de instinto, prazer, fertilidade, sensibilidade, ciclos, dor, criação, transformação e vida.

Deméter, Perséfone e a dor que seca a vida

A história de Baubo aparece ligada ao mito de Deméter e Perséfone.

Deméter, a mãe-Terra, perde sua filha Perséfone, levada para o mundo subterrâneo. Tomada pela dor, Deméter procura desesperadamente pela filha. Sua tristeza é tão profunda que a terra seca. Nada floresce. Nada nasce. A vida perde movimento.

Psicologicamente, Deméter representa a mulher que perde uma parte vital de si.

Pode ser a alegria.

A leveza.

A sensualidade.

A criatividade.

A vontade de viver.

A espontaneidade.

A conexão com o corpo.

Quando uma mulher atravessa uma dor profunda, algo dentro dela pode secar. Ela continua existindo, mas por dentro a terra fica árida.

Perséfone, nesse mito, pode representar a parte jovem, viva, curiosa e sensível da mulher que foi levada ao subterrâneo da psique. Aquela parte que, por dor, trauma, repressão, vergonha ou amadurecimento forçado, desceu para um lugar escuro.

E então surge Baubo.

Baubo não chega com uma explicação racional. Ela não tenta convencer Deméter a parar de sofrer. Ela não nega a dor da mãe.

Ela chega com o corpo.

Com a irreverência.

Com uma energia estranha e curativa.

E faz Deméter rir.

Primeiro um sorriso.

Depois um pequeno riso.

Depois uma gargalhada.

Esse riso não apaga a perda. Mas ele devolve movimento. Devolve ar. Devolve força. Tira Deméter da paralisia e permite que ela continue sua busca.

Essa é uma das grandes mensagens desse trecho: às vezes, a cura não começa com uma resposta. Às vezes, começa com uma respiração mais solta. Com uma conversa verdadeira. Com uma gargalhada inesperada. Com um corpo que, por um instante, lembra que ainda está vivo.

O riso como medicina

O riso, nesse contexto, não é uma brincadeira vazia.

É medicina.

Quando uma mulher ri de verdade, com o corpo inteiro, algo se move dentro dela. A respiração se abre. A tensão se solta. A rigidez perde força. Emoções antigas encontram passagem.

Muitas vezes, uma mulher passa anos prendendo o riso, a fala, o desejo, a raiva, a sensualidade, as lágrimas e a espontaneidade para parecer adequada.

Ela aprende a ser “bem-educada” o tempo todo.

Mas existe uma diferença entre ter respeito e se sufocar.

Existe uma diferença entre ser delicada e se prender.

Existe uma diferença entre ter postura e perder completamente a espontaneidade.

Baubo aparece justamente para romper essa prisão.

Ela nos lembra que o riso pode devolver o ar que a vergonha prendeu.

O corpo também fala

A mulher moderna foi ensinada, muitas vezes, a viver desconfiando do próprio corpo.

Desconfiando do prazer.

Da intensidade.

Do desejo.

Da sensualidade.

Da alegria.

Dos ciclos.

Da necessidade de recolhimento.

Mas o corpo fala.

Ele avisa quando algo não está bem. Ele se fecha quando há medo. Ele relaxa quando há segurança. Ele pulsa quando existe vida. Ele se cansa quando a alma está sobrecarregada.

O corpo feminino guarda memórias. Guarda dores. Guarda intuições. Guarda histórias antigas.

Por isso, voltar para o corpo não é cair na vulgaridade. É voltar para casa.

É aprender a escutar os próprios ritmos.

É reconhecer o que nutre e o que esgota.

É saber diferenciar desejo verdadeiro de carência.

Prazer real de fuga.

Liberdade de descontrole.

Entrega de manipulação.

Reconectar-se com a força sensorial e instintiva da mulher não significa fazer tudo sem consciência. Pelo contrário. Significa sentir com mais presença, mais respeito e mais verdade.

Sexualidade sagrada não é vulgaridade

Um dos pontos mais importantes desse tema é compreender que sexualidade sagrada não é exposição, vulgaridade ou falta de limite.

Sexualidade sagrada é energia vital.

É presença.

É criatividade.

É prazer de viver.

É reconexão com o corpo.

É intimidade com os próprios ciclos.

É dignidade no sentir.

É consciência sobre o desejo.

É respeito pelos próprios limites.

A mulher não precisa escolher entre ser espiritual ou corporal.

Ela pode ser as duas coisas.

Pode ser profunda e bem-humorada.

Silenciosa e viva.

Delicada e intensa.

Recolhida e expansiva.

Sensual e consciente.

Sagrada e humana.

A mulher inteira não cabe em uma única forma.

A vergonha que nos afastou de nós mesmas!

Muitas vergonhas que uma mulher carrega não nasceram com ela.

Foram ensinadas.

Vergonha do corpo.

Vergonha do riso alto.

Vergonha de desejar.

Vergonha de falar.

Vergonha de sentir prazer.

Vergonha de ocupar espaço.

Vergonha de ser intensa.

Vergonha de mudar.

Vergonha de envelhecer.

Vergonha de sangrar.

Vergonha de parar.

Vergonha de querer.

Com o tempo, essa vergonha vai afastando a mulher de si mesma. Ela começa a viver tentando caber em uma versão mais aceita, mais silenciosa, mais controlada, mais domesticada.

Mas a mulher domesticada nem sempre é a mulher inteira.

Às vezes, ela é apenas uma mulher que aprendeu a sobreviver diminuindo partes de si.

Baubo nos convida a olhar para essas partes com menos julgamento e mais amor.

O encontro entre mulheres como espaço de cura

Outro ponto forte desse tema é a importância dos encontros entre mulheres.

Existem conversas que só acontecem quando a mulher se sente segura.

Conversas que não precisam de pose.

Conversas que descem da cabeça para o corpo.

Conversas onde se fala da dor, do cansaço, do desejo, da raiva, da vergonha, do prazer, das histórias engraçadas e das partes da vida que muitas vezes ficam escondidas.

Esses encontros podem funcionar como antigos rituais de cura.

Uma mulher escuta a outra.

Uma ri com a outra.

Uma lembra a outra de respirar.

Uma devolve à outra a sensação de pertencimento.

E, nesse espaço, aquilo que parecia vergonha pode virar reconhecimento.

Aquilo que parecia solidão pode virar vínculo.

Aquilo que parecia peso pode encontrar passagem.

O riso sagrado!

O riso sagrado não é qualquer riso.

Não é o riso que humilha.

Não é o riso que diminui.

Não é o riso que fere.

É o riso que alivia.

Que reorganiza.

Que devolve força.

Que suaviza a raiva.

Que desfaz a tristeza.

Que lembra a mulher de que ela está viva.

Quando o riso ajuda sem ferir, ele se torna medicinal.

E quando é medicinal, também pode ser sagrado.

Porque tudo aquilo que devolve vida à alma tem algo de sagrado.

A mulher inteira!

No fundo, Baubo e as Deusas Sujas nos convidam a uma reconciliação.

Reconciliação com o corpo.

Com o ventre.

Com o riso.

Com a sensualidade.

Com os ciclos.

Com a alegria.

Com a verdade.

Com as partes que foram rejeitadas.

Com aquilo que a cultura chamou de “demais”.

A mulher inteira não é feita apenas de controle.

Ela também é feita de corpo, instinto, prazer, emoção, silêncio, riso, dor, sabedoria e liberdade.

A cura talvez comece quando a mulher para de pedir desculpas por existir.

Quando ela entende que seu corpo não é inimigo da espiritualidade.

Que seu prazer não é pecado contra sua profundidade.

Que seu riso não diminui sua dignidade.

Que seu instinto, quando escutado com consciência, também pode protegê-la.

A mulher que abraça suas partes julgadas, escondidas e mal compreendidas se torna mais inteira.

E uma mulher inteira é muito mais sagrada, viva e forte do que a versão domesticada que tantas vezes tentou ser para agradar o mundo.

Perguntas para reflexão:

Que parte sua você aprendeu a esconder para ser aceita?

Onde a “boa educação” virou prisão?

O que o seu corpo tem tentado dizer?

Que vergonha você gostaria de deixar para trás?

O que o riso cura em você?

Que parte sua está pronta para voltar à vida?

Para finalizar!

Baubo nos lembra que o caminho de volta para a alma nem sempre passa apenas pelo silêncio, pela oração ou pela seriedade.

Às vezes, passa pelo corpo.

Pelo ventre.

Pela gargalhada.

Pela conversa entre mulheres.

Pela terra fértil.

Pela coragem de olhar para aquilo que foi escondido e dizer:

“Eu também sou isso. E ainda assim sou sagrada.”

A mulher inteira não precisa negar sua terra, sua lama e seu instinto para ser espiritual.

Muitas vezes, o caminho de volta para a alma passa justamente pelo corpo.

 No dia 15 de agosto, às 15h30, teremos um encontro especial pelo Google Meet para refletir sobre:

Mulheres Que Correm Com os Lobos: Baubo e as Deusas Sujas
O riso, o corpo e a cura da mulher selvagem!

Um encontro para falar sobre corpo, vergonha, sensualidade sagrada, riso feminino e reconexão com partes nossas que muitas vezes foram silenciadas, julgadas ou esquecidas.

A proposta é uma conversa profunda, simples e acolhedora, com reflexão, partilha e meditação.

Data: 15 de agosto
Horário: 15h30 horas
Formato: online, pelo Google Meet
Valor: R$ 35,00 - entre em contato pelo WhatsApp 55-31-99122-3190.

Grupo VIP - Link https://chat.whatsapp.com/Kvk4QZOEV1iIyqeFSRfTue?mode=ems_copy_t

Uma oportunidade para olhar para si com mais amor, menos vergonha e mais verdade.

Reserve sua vaga e venha participar desse encontro. Poucas vagas.

🌿 Com carinho,

Vivências Transformadoras.

Terapeuta Integrativa & Taróloga


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