sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

La Llorona - Jean de Florette - Mulheres Que Correm Com os Lobos!




🌿 Jean de Florette, La Llorona e a água da alma feminina!

Por que Clarissa Pinkola Estés traz essa imagem no capítulo 10 de Mulheres que Correm com os Lobos?

Existe um momento no capítulo 10 em que Clarissa Pinkola Estés cita Jean de Florette, e essa não é uma referência casual. Como tudo na obra dela, essa imagem é profundamente simbólica e fala diretamente da vida instintiva da mulher, daquilo que nutre a alma e daquilo que, quando é retirado, provoca uma seca interior.

Para quem assistiu ao filme, a história parece simples: um homem chega cheio de sonhos, querendo cultivar a terra, plantar, viver da própria produção. Ele tem o projeto, tem o desejo, tem a visão… mas existe um elemento essencial que lhe é negado: a água.

Sem saber, ele está sentado sobre a fonte.

E essa é a imagem mais dolorosa e mais verdadeira para a psique feminina.

Porque psicologicamente isso fala de nós quando estamos tentando produzir vida — projetos, relações, criatividade, espiritualidade — sem acesso à nossa fonte interna.

A água, na linguagem simbólica de Clarissa, é a vida instintiva, é a intuição, é o sentir profundo, é a conexão com a alma.
Sem água, a terra racha.
Sem água, não há colheita.
Sem água, a vida vira esforço.

Jean trabalha até a exaustão, insiste, tenta, acredita… mas tudo é árido.

E é exatamente isso que acontece com a mulher quando ela é afastada da própria natureza instintiva.

Ela continua tentando.
Ela continua sendo forte.
Ela continua produzindo.
Mas por dentro existe uma seca.

E aqui está o ponto em que essa história se encontra com La Llorona.

Porque La Llorona é a mulher que chora pelas águas perdidas.
Ela é o arquétipo da alma que foi separada do fluxo vital.
Ela é o lamento psíquico de quem perdeu o acesso ao rio interior.

Jean de Florette mostra o que acontece quando a fonte é escondida.
La Llorona mostra o que acontece quando a mulher perde o caminho de volta para essa fonte.

Em ambos os casos estamos falando da mesma coisa:

 a perda da nutrição da alma
 a vida vivida apenas no esforço
 a desconexão do instinto
 o adoecimento psíquico pela falta de fluxo

Clarissa não traz essa imagem para falar de um filme — ela traz para falar de um fenômeno que acontece com inúmeras mulheres:
mulheres que foram ensinadas a trabalhar sem água, amar sem água, criar sem água, cuidar de todos sem água.

Mulheres que estão sentadas sobre a própria fonte…
mas não sabem.

E isso é profundamente terapêutico.

Porque o capítulo não está dizendo:
“trabalhe mais”
ele está dizendo:
“encontre a fonte”.

A fonte pode ser:

🌿 a criatividade
🌿 o corpo
🌿 a intuição
🌿 o silêncio
🌿 o descanso
🌿 a espiritualidade vivida
🌿 a roda de mulheres
🌿 o retorno à própria natureza

Quando a mulher reencontra essa água, ela não precisa mais viver no esforço extremo.

A vida volta a florescer com menos desgaste.

A terra interna volta a ficar fértil.

A alegria retorna.

E por isso essa imagem é uma preparação para o mergulho em La Llorona.

Porque antes de encontrar a mulher que chora pelo rio, precisamos reconhecer:

Onde a minha fonte foi fechada?
Onde a minha água foi desviada?
Onde estou tentando produzir vida no deserto?

Esse é um capítulo sobre reabrir a nascente.

Não é sobre sofrimento.
É sobre recuperação da vida instintiva.

É sobre parar de viver apenas na superfície e voltar para o fluxo profundo.

E é exatamente esse o movimento que vamos fazer juntas na nossa próxima roda 🌿

Um espaço terapêutico e simbólico onde vamos:

 reconhecer nossas secas internas
 localizar nossas fontes
 compreender o arquétipo de La Llorona
 transformar o choro em rio
 e permitir que a água volte a correr

📅 Roda de Mulheres — vivência on-line em março
🌿 Vagas limitadas
📩 Informações e inscrições pelo WhatsApp 31-991223190.

Porque toda mulher que reencontra sua fonte… volta a florescer. 💧✨

Com carinho,

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A Síndrome das Harpias!- Mulheres Que Correm Com os Lobos!





Síndrome das Harpias: como silenciar as vozes internas que sabotam os seus sonhos!

Você já percebeu que, muitas vezes, uma ideia nasce dentro de você cheia de vida, cheia de brilho, quase como uma centelha… e segundos depois surge uma voz que a diminui, que a ridiculariza, que diz que não vai dar certo? É como se algo roubasse o alimento da sua alma antes mesmo que ele pudesse nutrir o seu caminho. Essa experiência, tão comum e tão dolorosa, foi nomeada de forma simbólica e profundamente verdadeira por Clarissa Pinkola Estés como a Síndrome das Harpias.

Na mitologia grega, as harpias eram criaturas aladas com rosto de mulher e corpo de ave de rapina. Eram rápidas, implacáveis e tinham a função de atormentar. O mito mais conhecido é o do rei Fineu, condenado a viver diante de uma mesa farta, mas sempre que ia se alimentar as harpias desciam dos céus, roubavam sua comida e contaminavam o que restava. Ele morria de fome diante da abundância. Essa imagem é extremamente poderosa porque fala exatamente do que acontece dentro de nós quando temos talento, temos sensibilidade, temos ideias, temos caminhos possíveis — mas algo interno nos impede de receber o que já é nosso por direito. A comida está ali. A vida está ali. A criatividade está ali. Mas a energia é roubada antes de chegar até o coração.

Na psique, as harpias são aquelas vozes internas que desqualificam os nossos sonhos, que transformam pequenos obstáculos em grandes fracassos, que dizem que não somos capazes, que não é o momento, que não estamos prontas, que não somos boas o suficiente. E o mais delicado é que, muitas vezes, essas vozes não parecem agressivas — elas se disfarçam de prudência, de realismo, de autocrítica “madura”. Mas, na verdade, são padrões antigos de desvalorização que foram sendo internalizados ao longo da vida.

É aquela parte que diz que sua ideia é infantil. Aquela que transforma um pequeno erro em prova de incapacidade. Aquela que apoia no início de um projeto e, quando você está perto de realizar, surge com um comentário que te desestabiliza. Aquela que, sob o pretexto de ajudar, faz tudo por você e depois te deixa com a sensação de que você não consegue caminhar sozinha. Tudo isso são manifestações da mesma dinâmica: o roubo da energia vital antes que ela possa se transformar em criação.

Mas, como todo arquétipo, a harpia também tem um lado luminoso. Na natureza, a ave de rapina tem uma visão extremamente aguçada, uma força impressionante nas garras e uma precisão absoluta para alcançar aquilo que é essencial. Isso nos ensina algo muito profundo: a mesma energia que hoje usamos para nos destruir é a energia que pode ser usada para sustentar os nossos sonhos com firmeza. A crítica que paralisa pode se transformar em discernimento. A intensidade que hoje gera ansiedade pode se transformar em foco. A força que rasga pode se tornar a força que protege.

O primeiro passo para essa transformação é perceber que essa voz não é você. Você é quem escuta a voz. Quando o pensamento autossabotador surge e você consegue dizer internamente “eu estou ouvindo a harpia”, algo se desloca. Nasce um espaço entre a sua essência e o padrão. E nesse espaço nasce a liberdade.

Depois disso, vem um movimento muito importante: questionar essa narrativa. Essa voz tem base real? Ela está falando de um fato ou está repetindo um medo antigo? Quais são as evidências reais da sua incapacidade? E quais são as evidências — que quase sempre esquecemos — da sua força, da sua sensibilidade, da sua trajetória até aqui?

Outro ponto fundamental é a ação criativa. Cada vez que você cria algo, mesmo com medo, você devolve para si mesma o alimento que foi roubado. Cada vez que você escreve, fala, dança, inicia um projeto, coloca uma ideia no mundo, você enfraquece a harpia. Porque a criação é a prova viva de que a sua alma continua fértil.

E existe ainda um caminho muito profundo, que é o cultivo do silêncio. As harpias fazem barulho. Elas são rápidas, agitadas, repetitivas. Na pausa, na respiração, na meditação, no contato com a natureza, no recolhimento consciente, a voz verdadeira começa a ser ouvida novamente. É ali que a intuição volta. É ali que a alma se alimenta. É ali que a Mulher Selvagem dentro de nós retoma a direção.

É importante lembrar que essas vozes não nasceram com você. Elas foram sendo formadas por críticas recebidas, por experiências de desvalorização, por ambientes que não acolheram a sua expressão. Por isso, o caminho não é lutar contra si mesma. O caminho é reconhecer, acolher e transformar. É um processo de reeducação psíquica e de recuperação da dignidade interna.

Não podemos impedir que as harpias voem sobre a nossa cabeça. Mas podemos escolher que elas não façam ninho dentro de nós.

Quando essa consciência nasce, algo muito bonito acontece: a energia volta a circular, a criatividade respira, os talentos começam a florescer sem precisar da aprovação constante. E aquela mesma força que antes sabotava passa a proteger o que é sagrado em você.

Silenciar as harpias não é se tornar perfeita. É se tornar inteira. É poder olhar para a própria vida e dizer: “minha voz tem valor, minha criação tem lugar, minha alma tem alimento.”

E, quando isso acontece, você deixa de viver diante de uma mesa farta com fome… e finalmente começa a se nutrir da própria existência.


Com carinho,

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domingo, 22 de fevereiro de 2026

La Llorona - Conto de Mulheres Que Correm Com os Lobos!




🌙 La Llorona — o chamado das águas da alma feminina!

Existem histórias que não pertencem ao tempo.
Elas pertencem à psique.

São narrativas que continuam vivas porque falam de experiências que atravessam gerações de mulheres:
a perda, o silenciamento, o excesso de responsabilidade, o amor que transborda, o momento em que a alma pede para ser escutada.

Em março, nossa Roda de Mulheres Sábias & Fortes, será um espaço de travessia através da contoterapia com o conto de La Llorona — não como uma lenda para ser compreendida racionalmente, mas como um campo simbólico de cura, reconhecimento e reconexão com a nossa natureza instintiva.

La Llorona é água.

E a água, na linguagem da alma, fala das emoções profundas, daquilo que foi vivido e não pôde ser chorado, das memórias que permanecem em estado de espera dentro de nós.

Ao longo da vida, muitas mulheres aprendem a conter o próprio fluxo para dar conta de tudo:
ser fortes, sustentar, cuidar, continuar.

Mas a alma não esquece.

Ela chama.

E esse chamado pode vir como cansaço, como sensação de vazio, como vontade de se recolher, como necessidade de voltar para si.

É nesse ponto que os contos de fadas e as histórias ancestrais se tornam caminhos terapêuticos.

Na contoterapia, trabalhamos com os contos como mapas da psique feminina.
Cada imagem, cada cenário, cada personagem representa um movimento interno da alma.

La Llorona não fala apenas de dor.
Ela fala de transformação.

Ela é o arquétipo da mulher que precisa reencontrar sua própria voz,
que precisa resgatar sua energia vital,
que precisa transformar culpa em consciência,
memória em presença,
choro em rio que volta a fluir.

Quando olhamos para essa história dentro de um campo seguro de Roda de Mulheres, algo muito profundo acontece:

 a dor deixa de ser individual e passa a ser coletiva
 o silêncio encontra acolhimento
 a alma relaxa
 a força retorna de forma orgânica

Porque a cura feminina não acontece na pressa —
ela acontece no vínculo, na escuta e na presença.

Essa vivência é um convite para mulheres que sentem:

🌿 necessidade de voltar para si
🌿 emoções acumuladas
🌿 cansaço profundo
🌿 ciclos que pedem encerramento
🌿 desejo de reconectar com a vida criativa
🌿 chamado para o autoconhecimento feminino

Durante o encontro, vamos acessar o conto de forma sensível e terapêutica, com práticas que favorecem:

💧 a liberação emocional consciente
💧 a reconexão com a alma selvagem
💧 o fortalecimento do campo interno
💧 a escuta do corpo e da intuição

Não é só sobre entender a história.
É sobre permitir que ela revele algo em você.

Porque toda mulher, em algum momento da vida, precisa atravessar suas próprias águas.

E quando atravessa em círculo, sustentada por outras mulheres, essa travessia se transforma em renascimento.

 🌿 Para quem é essa vivência?

Para mulheres que desejam:

 aprofundar seu processo de autoconhecimento
 participar de uma terapia em grupo para mulheres
 vivenciar a contoterapia de forma prática e sensível
 acessar arquétipos femininos como caminho de cura
 fortalecer sua energia e sua expressão autêntica

🌙 Roda de Mulheres — Vivência Terapêutica Online

📅 Março
💻 Encontro virtual
🌿 Vagas limitadas para manter o campo acolhedor

💌 Informações e inscrições pelo WhatsApp 31-99122-3190.

Há histórias que nos encontram no momento exato.
E há encontros que a alma reconhece antes mesmo de acontecer.

Se ao ler este texto algo em você se moveu…
talvez esse seja o seu chamado.

Com carinho,



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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Carnaval 2026!




Carnaval como rito, corpo e verdade!

Hoje sábado de Carnaval e com ele uma energia intensa começa a circular no ar.
As ruas se enchem de cores, sons, corpos em movimento e emoções à flor da pele. Para muitos, é apenas festa. Para outros, é excesso. Mas, num olhar mais profundo, o Carnaval é um rito ancestral.

Historicamente, o Carnaval sempre foi um momento de suspensão das regras, de inversão simbólica, de liberação do corpo e da voz. Um tempo em que aquilo que é contido durante o ano encontra uma brecha para se expressar. E é exatamente aí que mora sua potência — e também seu risco.

O desejo aparece.
A sombra também.

Por isso, mais do que julgar ou romantizar, o convite que faço é à consciência.
Como você atravessa esse período?
Você se abandona ou se escuta?
Você se perde ou se permite viver com presença?

Há quem precise da dança para se lembrar que está vivo.
Há quem precise do recolhimento para não se violentar internamente.
Ambos estão certos — quando há verdade.

O Carnaval pode ser celebração, mas também pode ser um espelho.
Ele revela o quanto sabemos colocar limites, o quanto respeitamos nosso corpo, nossos afetos e nossa energia vital.

Que neste Carnaval você escolha o que te nutre.
Que saiba dizer “sim” sem se trair.
E dizer “não” sem culpa.
Que honre o seu ritmo — seja ele de festa ou de silêncio.

Porque espiritualidade também é saber quando ir para a rua quando voltar para dentro.
Bom carnaval!

Com carinho,

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Sexta-Feira 13!



Sexta-feira 13: medo, feminino e consciência!

 

A sexta-feira 13 se aproxima — e com ela, uma velha camada de medo coletivo volta a circular.

Para muitos, é um dia “carregado”. Para outros, apenas superstição.
Mas, simbolicamente, a sexta-feira 13 fala muito mais sobre o feminino do que sobre azar.

O número 13 sempre esteve ligado aos ciclos da vida, à lua, ao corpo feminino, à transformação. São 13 luas no ano. 13 ciclos menstruais. 13 é o número da morte simbólica — aquela que antecede o renascimento.

A sexta-feira, por sua vez, era tradicionalmente associada às antigas deusas, ao amor, à fertilidade, à sensualidade e ao prazer.
Quando esses símbolos foram sendo demonizados ao longo da história, o que antes era sagrado passou a ser temido.

Transformaram o mistério em ameaça.
O feminino em perigo.
O invisível em azar.

A sexta-feira 13 não é um dia para temer — é um dia para olhar para o que evitamos, para aquilo que foi reprimido, silenciado ou mal interpretado dentro de nós.

É um convite à consciência.
Ao respeito pelos ciclos.
À coragem de atravessar o que precisa morrer para que algo mais verdadeiro possa nascer.

Que este dia seja vivido com presença.
Sem medo projetado.
Sem fantasia negativa.
Com escuta interna e cuidado.

Porque o que não é visto costuma assustar.
E o que é integrado, liberta.

Feliz Sexta-Feira 13!

Com carinho,

Vivências Transformadoras.

Terapeuta Integrativa & Taróloga

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