sábado, 18 de julho de 2026

Mulheres Que Correm Com os Lobos: Baubo e as Deusas Sujas!





Uma reflexão sobre corpo, riso e cura da mulher selvagem!

Existe uma parte da mulher que nem sempre foi bem recebida pelo mundo.

Uma parte viva, sensorial, espontânea, instintiva, alegre, sensual, criativa e profunda.

Uma parte que sente com o corpo, que percebe com a pele, que se emociona com a beleza, que se move em ciclos, que precisa de silêncio em alguns momentos e de expansão em outros.

Essa parte da mulher muitas vezes foi chamada de exagerada, inadequada, intensa demais, livre demais, sensual demais ou até “suja”.

Mas será que tudo aquilo que foi chamado de “sujo” em nós era realmente errado?

Ou será que ali existia uma força feminina antiga, sagrada e viva que simplesmente não coube nas regras do mundo?

É a partir dessa reflexão que nasce a imagem das Deusas Sujas.

O que são as Deusas Sujas?

A expressão pode causar estranhamento no primeiro momento. Mas aqui, “sujo” não tem o sentido de vulgaridade, falta de valor ou degradação.

“Sujo”, nesse contexto simbólico, está mais próximo da terra fértil.

Da lama.

Do húmus.

Da matéria escura e profunda de onde a vida nasce.

As Deusas Sujas representam aquilo que foi soterrado na mulher: o prazer, o riso, o corpo, a sensualidade, a menstruação, a fertilidade, a menopausa, o desejo, a espontaneidade e a sabedoria instintiva.

Elas falam das partes femininas que foram empurradas para baixo do pano porque incomodavam a ordem, a moral, a rigidez e o controle.

Psicologicamente, podemos olhar para essas deusas como símbolos das partes rejeitadas da mulher. Partes que foram julgadas, escondidas ou reprimidas, mas que continuam carregando vida, força e potência de cura.

Baubo: a deusa do ventre

Entre essas figuras, Baubo aparece como uma presença muito especial.

Ela é conhecida como uma deusa ligada ao ventre, ao riso, à obscenidade sagrada e à irreverência feminina.

Mas é importante entender: Baubo não representa vulgaridade. Ela representa uma sabedoria que não vem apenas da cabeça, da razão ou das regras. Ela vem do corpo. Vem do ventre. Vem da parte profunda da mulher que sente antes de explicar.

Baubo nos lembra que o corpo feminino também tem voz.

Que o ventre também sabe.

Que o riso também cura.

Que a mulher não precisa negar seu corpo para ser espiritual.

Quando o texto fala de uma mulher que “fala do meio das pernas”, a imagem pode parecer forte. Mas simbolicamente ela aponta para algo muito profundo: existe uma verdade no corpo feminino que, por muito tempo, foi silenciada.

Uma verdade que fala de instinto, prazer, fertilidade, sensibilidade, ciclos, dor, criação, transformação e vida.

Deméter, Perséfone e a dor que seca a vida

A história de Baubo aparece ligada ao mito de Deméter e Perséfone.

Deméter, a mãe-Terra, perde sua filha Perséfone, levada para o mundo subterrâneo. Tomada pela dor, Deméter procura desesperadamente pela filha. Sua tristeza é tão profunda que a terra seca. Nada floresce. Nada nasce. A vida perde movimento.

Psicologicamente, Deméter representa a mulher que perde uma parte vital de si.

Pode ser a alegria.

A leveza.

A sensualidade.

A criatividade.

A vontade de viver.

A espontaneidade.

A conexão com o corpo.

Quando uma mulher atravessa uma dor profunda, algo dentro dela pode secar. Ela continua existindo, mas por dentro a terra fica árida.

Perséfone, nesse mito, pode representar a parte jovem, viva, curiosa e sensível da mulher que foi levada ao subterrâneo da psique. Aquela parte que, por dor, trauma, repressão, vergonha ou amadurecimento forçado, desceu para um lugar escuro.

E então surge Baubo.

Baubo não chega com uma explicação racional. Ela não tenta convencer Deméter a parar de sofrer. Ela não nega a dor da mãe.

Ela chega com o corpo.

Com a irreverência.

Com uma energia estranha e curativa.

E faz Deméter rir.

Primeiro um sorriso.

Depois um pequeno riso.

Depois uma gargalhada.

Esse riso não apaga a perda. Mas ele devolve movimento. Devolve ar. Devolve força. Tira Deméter da paralisia e permite que ela continue sua busca.

Essa é uma das grandes mensagens desse trecho: às vezes, a cura não começa com uma resposta. Às vezes, começa com uma respiração mais solta. Com uma conversa verdadeira. Com uma gargalhada inesperada. Com um corpo que, por um instante, lembra que ainda está vivo.

O riso como medicina

O riso, nesse contexto, não é uma brincadeira vazia.

É medicina.

Quando uma mulher ri de verdade, com o corpo inteiro, algo se move dentro dela. A respiração se abre. A tensão se solta. A rigidez perde força. Emoções antigas encontram passagem.

Muitas vezes, uma mulher passa anos prendendo o riso, a fala, o desejo, a raiva, a sensualidade, as lágrimas e a espontaneidade para parecer adequada.

Ela aprende a ser “bem-educada” o tempo todo.

Mas existe uma diferença entre ter respeito e se sufocar.

Existe uma diferença entre ser delicada e se prender.

Existe uma diferença entre ter postura e perder completamente a espontaneidade.

Baubo aparece justamente para romper essa prisão.

Ela nos lembra que o riso pode devolver o ar que a vergonha prendeu.

O corpo também fala

A mulher moderna foi ensinada, muitas vezes, a viver desconfiando do próprio corpo.

Desconfiando do prazer.

Da intensidade.

Do desejo.

Da sensualidade.

Da alegria.

Dos ciclos.

Da necessidade de recolhimento.

Mas o corpo fala.

Ele avisa quando algo não está bem. Ele se fecha quando há medo. Ele relaxa quando há segurança. Ele pulsa quando existe vida. Ele se cansa quando a alma está sobrecarregada.

O corpo feminino guarda memórias. Guarda dores. Guarda intuições. Guarda histórias antigas.

Por isso, voltar para o corpo não é cair na vulgaridade. É voltar para casa.

É aprender a escutar os próprios ritmos.

É reconhecer o que nutre e o que esgota.

É saber diferenciar desejo verdadeiro de carência.

Prazer real de fuga.

Liberdade de descontrole.

Entrega de manipulação.

Reconectar-se com a força sensorial e instintiva da mulher não significa fazer tudo sem consciência. Pelo contrário. Significa sentir com mais presença, mais respeito e mais verdade.

Sexualidade sagrada não é vulgaridade

Um dos pontos mais importantes desse tema é compreender que sexualidade sagrada não é exposição, vulgaridade ou falta de limite.

Sexualidade sagrada é energia vital.

É presença.

É criatividade.

É prazer de viver.

É reconexão com o corpo.

É intimidade com os próprios ciclos.

É dignidade no sentir.

É consciência sobre o desejo.

É respeito pelos próprios limites.

A mulher não precisa escolher entre ser espiritual ou corporal.

Ela pode ser as duas coisas.

Pode ser profunda e bem-humorada.

Silenciosa e viva.

Delicada e intensa.

Recolhida e expansiva.

Sensual e consciente.

Sagrada e humana.

A mulher inteira não cabe em uma única forma.

A vergonha que nos afastou de nós mesmas!

Muitas vergonhas que uma mulher carrega não nasceram com ela.

Foram ensinadas.

Vergonha do corpo.

Vergonha do riso alto.

Vergonha de desejar.

Vergonha de falar.

Vergonha de sentir prazer.

Vergonha de ocupar espaço.

Vergonha de ser intensa.

Vergonha de mudar.

Vergonha de envelhecer.

Vergonha de sangrar.

Vergonha de parar.

Vergonha de querer.

Com o tempo, essa vergonha vai afastando a mulher de si mesma. Ela começa a viver tentando caber em uma versão mais aceita, mais silenciosa, mais controlada, mais domesticada.

Mas a mulher domesticada nem sempre é a mulher inteira.

Às vezes, ela é apenas uma mulher que aprendeu a sobreviver diminuindo partes de si.

Baubo nos convida a olhar para essas partes com menos julgamento e mais amor.

O encontro entre mulheres como espaço de cura

Outro ponto forte desse tema é a importância dos encontros entre mulheres.

Existem conversas que só acontecem quando a mulher se sente segura.

Conversas que não precisam de pose.

Conversas que descem da cabeça para o corpo.

Conversas onde se fala da dor, do cansaço, do desejo, da raiva, da vergonha, do prazer, das histórias engraçadas e das partes da vida que muitas vezes ficam escondidas.

Esses encontros podem funcionar como antigos rituais de cura.

Uma mulher escuta a outra.

Uma ri com a outra.

Uma lembra a outra de respirar.

Uma devolve à outra a sensação de pertencimento.

E, nesse espaço, aquilo que parecia vergonha pode virar reconhecimento.

Aquilo que parecia solidão pode virar vínculo.

Aquilo que parecia peso pode encontrar passagem.

O riso sagrado!

O riso sagrado não é qualquer riso.

Não é o riso que humilha.

Não é o riso que diminui.

Não é o riso que fere.

É o riso que alivia.

Que reorganiza.

Que devolve força.

Que suaviza a raiva.

Que desfaz a tristeza.

Que lembra a mulher de que ela está viva.

Quando o riso ajuda sem ferir, ele se torna medicinal.

E quando é medicinal, também pode ser sagrado.

Porque tudo aquilo que devolve vida à alma tem algo de sagrado.

A mulher inteira!

No fundo, Baubo e as Deusas Sujas nos convidam a uma reconciliação.

Reconciliação com o corpo.

Com o ventre.

Com o riso.

Com a sensualidade.

Com os ciclos.

Com a alegria.

Com a verdade.

Com as partes que foram rejeitadas.

Com aquilo que a cultura chamou de “demais”.

A mulher inteira não é feita apenas de controle.

Ela também é feita de corpo, instinto, prazer, emoção, silêncio, riso, dor, sabedoria e liberdade.

A cura talvez comece quando a mulher para de pedir desculpas por existir.

Quando ela entende que seu corpo não é inimigo da espiritualidade.

Que seu prazer não é pecado contra sua profundidade.

Que seu riso não diminui sua dignidade.

Que seu instinto, quando escutado com consciência, também pode protegê-la.

A mulher que abraça suas partes julgadas, escondidas e mal compreendidas se torna mais inteira.

E uma mulher inteira é muito mais sagrada, viva e forte do que a versão domesticada que tantas vezes tentou ser para agradar o mundo.

Perguntas para reflexão:

Que parte sua você aprendeu a esconder para ser aceita?

Onde a “boa educação” virou prisão?

O que o seu corpo tem tentado dizer?

Que vergonha você gostaria de deixar para trás?

O que o riso cura em você?

Que parte sua está pronta para voltar à vida?

Para finalizar!

Baubo nos lembra que o caminho de volta para a alma nem sempre passa apenas pelo silêncio, pela oração ou pela seriedade.

Às vezes, passa pelo corpo.

Pelo ventre.

Pela gargalhada.

Pela conversa entre mulheres.

Pela terra fértil.

Pela coragem de olhar para aquilo que foi escondido e dizer:

“Eu também sou isso. E ainda assim sou sagrada.”

A mulher inteira não precisa negar sua terra, sua lama e seu instinto para ser espiritual.

Muitas vezes, o caminho de volta para a alma passa justamente pelo corpo.

 No dia 15 de agosto, às 15h30, teremos um encontro especial pelo Google Meet para refletir sobre:

Mulheres Que Correm Com os Lobos: Baubo e as Deusas Sujas
O riso, o corpo e a cura da mulher selvagem!

Um encontro para falar sobre corpo, vergonha, sensualidade sagrada, riso feminino e reconexão com partes nossas que muitas vezes foram silenciadas, julgadas ou esquecidas.

A proposta é uma conversa profunda, simples e acolhedora, com reflexão, partilha e meditação.

Data: 15 de agosto
Horário: 15h30 horas
Formato: online, pelo Google Meet
Valor: R$ 35,00 - entre em contato pelo WhatsApp 55-31-99122-3190.

Grupo VIP - Link https://chat.whatsapp.com/Kvk4QZOEV1iIyqeFSRfTue?mode=ems_copy_t

Uma oportunidade para olhar para si com mais amor, menos vergonha e mais verdade.

Reserve sua vaga e venha participar desse encontro. Poucas vagas.

🌿 Com carinho,

Vivências Transformadoras.

Terapeuta Integrativa & Taróloga


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